Com o contexto geopolítico em constante evolução após a invasão russa à Ucrânia, a União Europeia decidiu interromper suas relações energéticas com o país agressor, deixando o Brasil em uma posição peculiar.
Esta mudança teve repercussões significativas, resultando no Brasil se tornando um dos maiores importadores de diesel russo.
Inicialmente, em meados de 2022, o Brasil começou a importar quantidades modestas de diesel da Rússia. No entanto, após o embargo europeu, o país rapidamente se tornou um dos maiores compradores desse combustível, registrando um aumento extraordinário de 6000% nas importações entre 2022 e 2023.
Em alguns períodos, mais de 90% do diesel importado pelo Brasil tinha origem russa, sinalizando uma mudança marcante no cenário energético nacional.
O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, destacou que a busca por preços mais competitivos foi um dos principais motivos por trás do aumento das importações de diesel russo. Com a Rússia procurando novos mercados para seu diesel, o Brasil se apresentou como um comprador viável, especialmente devido à competitividade dos preços oferecidos.
Além disso, o crescimento econômico do Brasil, especialmente em setores agrícolas dependentes do transporte a diesel, impulsionou ainda mais a demanda por esse combustível.
Olhando para o futuro, é provável que o Brasil continue a importar quantidades substanciais de diesel russo em 2024. As condições do mercado e as sanções em vigor provavelmente manterão essa tendência, com o país se beneficiando dos descontos oferecidos pela Rússia.
Mesmo com mudanças na composição do diesel, como um maior teor de biodiesel, a importação ainda deve ser priorizada para garantir o abastecimento e a segurança energética do Brasil, dadas as limitações da produção nacional.
Fonte: G1
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